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14 Tempo ordinário – A (Mateus 11,25-30)

Evangelio del 05 / Jul / 2020
Publicado el 29/ Jun/ 2020
por Coordinador - Mario González Jurado
espiritualidad, evangelio, renovación

APRENDER COM OS SIMPLES

Jesus não teve problemas com as pessoas simples dos povoados. Sabia que O entendiam. O que o preocupava era se algum dia, os líderes religiosos, os especialistas da lei, os grandes mestres de Israel, chegariam a captar a sua mensagem. Cada dia era mais evidente: o que ao povo simples enchia de alegria, a eles deixava-os indiferentes.

Os camponeses, que viviam defendendo-se da fome e dos grandes proprietários de terras, entendiam-No muito bem: Deus queria vê-los felizes, sem fome nem opressores. Os doentes confiavam Nele e, encorajados pela sua fé, voltavam a acreditar no Deus da vida. As mulheres que se atreviam a sair de sua casa para O escutar intuíam que Deus tinha que amar como dizia Jesus: com as entranhas de uma mãe. As pessoas simples do povo sintonizavam com Ele. O Deus que lhes anunciava era aquele que desejavam e necessitavam.

A atitude dos «entendidos» era diferente. Caifás e os sacerdotes de Jerusalém viam-No como um perigo. Os mestres da lei não entendiam que se preocupasse tanto com o sofrimento das pessoas e se esquecesse das exigências da religião. Por isso, entre os seguidores mais próximos de Jesus, não houve sacerdotes, escribas ou mestres da lei.

Um dia, Jesus mostrou a todos o que sentia no Seu coração. Cheio de alegria, orou assim a Deus: «Dou-Te graças, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas de sábios e entendidos e as revelaste às pessoas simples».

É sempre igual. O olhar das pessoas simples é geralmente mais límpido. Não há no seu coração tanto interesse distorcido. Vão ao essencial. Sabem o que é sofrer, sentir-se mal e viver sem segurança. São os primeiros a entender o evangelho.

Estas pessoas simples são o melhor que temos na Igreja. Deles, têm de aprender bispos, teólogos, moralistas e entendidos em religião. A eles mostra Deus, algo que a nós nos escapa. Nós eclesiásticos corremos o risco de racionalizar, teorizar e «complicar» demasiado a fé. Apenas duas perguntas: por que há tanta distância entre a nossa palavra e a vida das pessoas? Por que a nossa mensagem resulta quase sempre mais obscura e complicada do que a de Jesus?

José Antonio Pagola
Tradutor: Antonio Manuel Álvarez Perez

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