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8 Tempo ordinário – C (Lucas 6,39-45)

Evangelio del 2 / Mar / 2025
Publicado el 24/ Feb/ 2025
por Coordinador - Mario González Jurado
evangelio, Pagola


A FALTA DE VERDADE

A veracidade sempre foi uma preocupação importante na educação. Conhecemo-lo desde que éramos crianças. Os nossos pais e educadores conseguiam «entender» todas as nossas travessuras, mas pediam-nos para sermos honestos. Queriam que víssemos que «dizer a verdade» é muito importante.

Tinham razão. A verdade é um dos pilares em que assenta a consciência moral e a convivência. Sem verdade não é possível viver com dignidade. Sem verdade não é possível uma convivência justa. O ser humano sente-se traído numa das suas necessidades mais profundas.

Hoje condena-se com força todo o tipo de atropelos e abusos, mas nem sempre se denuncia com a mesma energia as mentiras com que tentam mascará-los nem sempre são denunciadas. E, no entanto, as injustiças alimentam-se sempre de mentiras. Só falsificando a realidade foi possível, há alguns anos, levar a cabo uma guerra tão injusta como a agressão ao Iraque.

Acontece muitas vezes. Os grupos de poder poem em marcha múltiplos mecanismos para orientar a opinião pública e levar a sociedade para uma determinada posição. Mas muitas vezes fazem-no escondendo a verdade e distorcendo os dados, para que as pessoas vivam com uma visão distorcida da realidade.

As consequências são graves. Quando a verdade é ocultada, existe o risco de que vão desaparecendo os contornos do «bem» e do «mal». Já não é possível distinguir claramente o que é «justo» do que é «injusto». A mentira não deixa ver os abusos. Somos como «cegos» a tentar guiar outros «cegos».

Perante tantas falsidades interesseiras, há sempre pessoas que têm uma visão clara e veem a realidade tal como ela é. São os que estão atentos ao sofrimento dos inocentes. Colocam a verdade no meio de tantas mentiras. Colocam luz no meio de tanta escuridão.

José Antonio Pagola
Tradutor: Antonio Manuel Álvarez Perez

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