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4 Tempo ordinário – B (Marcos 1,21b-28)

Evangelio del 28 / Ene / 2024
Publicado el 22/ Ene/ 2024
por Coordinador - Mario González Jurado
evangelio, Pagola

ENSINAR COMO ENSINAVA JESUS

A forma de ensinar de Jesus provocou nas pessoas a impressão de que estavam diante de algo desconhecido e admirável. Assinala-o o evangelho mais antigo e os investigadores pensam que foi assim realmente. Jesus não ensina como os «letrados» da Lei. Faz com «autoridade»: a sua palavra liberta as pessoas dos «espíritos maus».

Não há que confundir «autoridade» com «poder». O evangelista Marcos é preciso na sua linguagem. A palavra de Jesus não vem do poder. Jesus não tenta impor sua própria vontade aos outros. Não ensina para controlar o comportamento das pessoas. Não utiliza a coação.

Sua palavra não é como a dos estudiosos da religião judaica. Não está investida de poder institucional. A sua «autoridade» nasce do poder do Espírito. Vem do amor pelas pessoas. Procura aliviar o sofrimento, curar feridas, promover uma vida mais saudável. Jesus não gera submissão, infantilidade ou passividade. Liberta as pessoas do medo, inspira confiança em Deus e encoraja as pessoas a procurarem um novo mundo.

Ninguém desconhece que estamos a viver uma grave crise de autoridade. A confiança na palavra institucional é mínima. Dentro da Igreja fala-se de uma forte «desvalorização do magistério». As homilias são chatas. As palavras estão desgastadas.

Não será o momento de voltar para Jesus e aprender a ensinar como fazia ele? A palavra da Igreja deve nascer do verdadeiro amor pelas pessoas. Deve ser dito depois de ouvir atentamente o sofrimento que existe no mundo, não antes. Deve ser próximo, acolhedor, capaz de acompanhar a vida sofrida do ser humano.

Precisamos de uma palavra mais liberta da sedução do poder e mais cheia da força do Espírito. Um ensinamento que nasce do respeito e da estima pelas pessoas, que gera esperança e cura feridas. Seria grave se, no seio da Igreja, se ouvisse uma «doutrina de estudiosos» e não a palavra curativa de Jesus, de que as pessoas hoje tanto necessitam para viver com esperança.

José Antonio Pagola
Tradutor: Antonio Manuel Álvarez Perez

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